Ficha Técnica:
Direção: Guilherme Drigo
Roteiro: Guilherme Drigo
Edição: Renan Gonçalves
Elenco: Alex Alves (Alex)
Rhenan Ventura (Vítima)
Renan Gonçalves (Amigo #1, Narrador)
Jorge Madi (Amigo #2)
Giovana Biondi (Amigo #3)
Equipamento: Câmera Digital Fujifilm s2800, Tripé
Trilha sonora: “Heritage” e “Black Rose Immortal” por Opeth, ”Artibeus” por Hans Zimmer
Curiosidades:
Filmado nos dias 2o e 27 de agosto, e 3 de setembro.
O vídeo foi filmado na residencia de um dos atores, em uma rua deserta de Mirassol e na Grota Municipal, também de Mirassol.
As cenas do “trabalho” e do “estudo” foram gravadas no mesmo local.
A narração foi feita por Renan Gonçalves, em um headset e gravador de áudio tradicionais do Windows.
O vídeo foi feito para concorrer ao concurso “Trailer do Meu Filme” do Festival do Minuto.
A cena nos créditos é real. O telefone realmente tocou no momento da gravação.
Ficha Técnica:
Direção: Guilherme Drigo
Roteiro: Guilherme Drigo e Nathanael Zarpelão
Edição: Renan Gonçalves e Guilherme Drigo
Equipamento: Câmera Digital Fujifilm s2800, Tripé
Trilha sonora: “Scumbag Blues” por Them Crooked Vultures e “Pluvius Aestivus” por Pain of Salvation
Curiosidades:
Filmado em 11 de julho de 2011 em Mirassol/SP
O vídeo foi filmado em cerca de 4 horas, por vários pontos da cidade de Mirassol.
O cachorro não estava planejado nas cenas. Ele apareceu e topou participar das gravações.
O Gol Preto aparece por acidente em uma das primeiras cenas, quando o ator sobe a passarela.
O som da morte do homem que amava andar não foi gravado, é na verdade um som de World of Warcraft, em que os Draenei fazem quando morrem.
Este foi o primeiro vídeo da Stain Productions não direcionado para um propósito específico, como um concurso.
“Waaaaaaah”
The Girlfriend Experience (2009)
Diretor: Steven Soderbergh
Elenco: Sasha Grey, Chris Santos, Philip Eytan
Gênero: Drama, Experimental
O nome de Soderbergh nos créditos e o hype vindo do fato de que o filme tem uma protagonista recém-saída de mercados mais “educativos”, podem enganar à primeira vista. The Girlfriend Experience, ou no desnecessário título nacional “Confissões de Uma Garota de Programa” está para blockbuster assim como Anderson Silva está para delicadeza . Um orçamento de 2 milhões de dólares, um punhado de atores que nunca fizeram filmes “de verdade” na vida, um diretor muito competente e uma forte veia artística tornam o filme uma experiência singular.
É fato notório que Soderbergh gosta de intercalar seus trabalhos entre superproduções milionárias e art films, e este é mais um de seus art films. Sasha Grey vive Cristine aka. Chelsea, uma garota de programa de luxo na Big Apple. O primeiro engano é acreditar que este é um filme depravado e cheio de safadezas. Não é. Soderbergh nos mostra os maravilhosos atributos sentimentais de Chelsea, através de cenas, inicialmente, desconexas e diálogos aparentemente irrelevantes, começamos a montar as peças de uma estória não-linear. Chelsea mora com seu namorado Chris (Chris Santos) um personal trainer, que aceita e respeita a profissão de Chelsea e tenta protege-la dos perigos dos seus meios. O filme se passa durante a crise financeira e a corrida presidencial americana, o que pode parecer datado hoje, mas é muito interessante, pois praticamente todos os clientes de Chelsea citam a economia e usam seus serviços para aliviar o stress de um momento turbulento na economia.
Onde muitos podem esbarrar é exatamente nessa não-linearidade do roteiro, quase como um Stream of Consciousness. O filme é construído ao redor de uma entrevista que Chelsea dá para um jornalista sobre sua profissão, onde ela pouco revela de intimidades, e uma outra conversa em um restaurante com uma colega de profissão, onde ela se expõe mais abertamente. Falando em restaurantes, podemos notar que em pelo menos 40% do tempo vemos as personagens fazendo refeições. Outro elemento que deve desagradar muitos é o fato de que The Girlfriend Experience é um filme, basicamente, monótono. A viagem pelas entranhas de Chelsea é muito mais verbal do que visual, abordando muito sagazmente alguns dos conflitos humanos como a necessidade de contato e calor humano, que Chelsea nos mostra por várias vezes, em vários níveis, com vários de seus clientes.
Apesar de todos os bons insights e temas abordados pelo filme, e da atuação surpreendentemente consistente de Sasha Grey, as personagens em boa parte do tempo, principalmente Chelsea, parecem um tanto quanto lacônicos e vazios. Certamente um recurso cinematográfico para acentuar a solidão e dureza da escolha de vida da personagem de Sasha, mas é difícil saber até onde vai a arte e onde começa a falta de tino do elenco, que em algumas cenas chegam a beirar a laconicidade dos filmes de Kaurismäki.
Tecnicamente, como não poderíamos deixar de esperar de Soderbergh, o filme é um show. Filmado com uma RedOne tem uma fotografia linda, com toda cara de HD, o que dá mais ainda uma cara atual para o filme. Os ângulos e takes feitos por Soderbergh realçam ainda mais a beleza de Sasha Grey e o sentimento de complexidade mesmo nas cenas mais triviais, e dá, por muitas vezes a sensação de estarmos espiando a vida de Chelsea, com muitas tomadas over-the-shoulder e por trás de objetos. O filme é o segundo trabalho de Soderbergh com a HDNet Films, onde os filmes são lançados simultaneamente em diversas mídias alternativas.
The Girlfriend Experience é um filme muito interessante, talvez não para todos os públicos, mas certamente tem seu valor dramático e cinematográfico. Porém, fica claro que as críticas positivas dos especialistas e negativas do público geral, tornam o filme uma peça cult instantânea. Apesar de ter gostado bastante do filme, arrisco-me a dizer que se no final dele não aparecesse um sobrenome sueco, as críticas seriam muito menos favoráveis, né Steve?
Nota: 7/10

